quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver!

[Barão Vermelho - Enquanto ela não chegar]
Quem fala, quer algo em troca
Quem escreve, apenas ama
Deseja ser amado, mas não cobra

Quem escreve pode até falar
Mas quem apenas fala, não escreve

Quem fala, tem pressa
Quem escreve, espera.

sábado, 24 de abril de 2010

Impulsividade

"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

Clarice Lispector em "Aprendendo a Viver".

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Isso tem muito a ver comigo... =/

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Até quando?

Chuvas continuam a causar transtornos na manhã desta quinta

Luciana Diniz e Midiã Noelle Santana | Redação CORREIO


Deslizamentos e desabamentos, ruas alagadas, vias congestionadas e muitos transtornos. Este é o cenário de Salvador na manhã desta quinta-feira (15), em decorrência das fortes chuvas que continuam a cair, resultando em protestos e indignação da população.Os moradores de Auto de Coutos bloquearam a pista da avenida Suburbana com paus e pedras.

Segundo o professor Desluc Machado, 42 anos, que estava passando pelo local e conversou com alguns manifestantes, o motivo do protesto seria o risco que as famílias do bairro estão sofrendo com as chuvas. 'Vi as casas e disse para pegarem os seus pertences e saírem logo correndo', alertou.

A situação não está muito diferente para os moradores de uma praça em Vila Canária, bairro Parque São Cristóvão. As pessoas estão ilhadas. A rua ficou completamente alagada e, segundo populares, cerca de 30 famílias estão com as casas tomadas pelas águas.

De acordo com uma das moradoras, Tânia Soares, 43, a situação é de calamidade. “Ninguém pode sair de casa. No Colégio José Augusto Tourinho que tem mais de dois mil alunos, as aulas estão suspensas e já encontraram até jacaré e cobra”, disse.

Em Colinas de Periperi, um poste caiu na manhã de hoje e provocou um princípio de incêndio, em decorrência de um curto circuito provocado pela chuva, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido.

Rios transbordaram
Na BA - 099, que liga Salvador a Estrada do Coco, o rio Joanes, em Lauro de Freitas na Região Metropolitana de Salvador, transbordou. Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) não estão passando carros a partir da Insinuante.

Ontem (14) em Santo Amaro da Purificação, a 72 km de Salvador, o nível do Rio Subaé subiu dois metros e deixou a população da cidade ilhada. Na entrada do município se formaram filas de carros que foram barrados pela cheia do Rio.

Trânsito
A Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) informou que o tráfego de veículos está complicado em diversas vias da capital baiana em decorrência dos alagamentos provocados pelas fortes chuvas. O trecho que está mais congestionado é o da avenida Garibaldi até o viaduto Raul Seixas.

O trânsito também está lento e com intensidade na avenida Paralela, no sentido Centro e na avenida ACM, sentido Rótula do Abacaxi. A avenida Gal Costa, no sentido Sussuarana está interditada parcialmente por conta de um deslizamento de terra ocorrido ontem (14).

[http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=56274&mdl=29]

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A sensação de não ter como voltar pra casa não é nada agradável. Ontem, pela segunda vez, pude presenciar alagamentos à caminho da 2ª portaria de vilas, no caminho próximo à 1º portaria e na Av. Luís Tarquínio (foto). Após enfrentar um longo engarrafamento, deixei o carro no mercado Atacadão Atakarejo e peguei um ônibus que por sua vez teve que modificar seu trajeto para conseguir chegar aos lugares.

Isso tudo, porém, não é nada diante da tristeza de diversas famílias que ficaram desabrigadas após os estragos da chuva. O que dizer da mãe que teve os 2 filhos mortos após o deslizamento na Vila Canária? O que dizer das pessoas que trabalham duro e de um dia pro outro vêem tudo desmoronar? Como será a dor de olhar para trás e não saber como será o dia seguinte? Nem me arrisco a tentar falar sobre isso... Só quem sofre diretamente deve ser capaz de mensurar o tamanho da dor. E a gente fica aqui, esperando que tudo passe logo. A chuva passará, isso é fato, mas infelizmente nem tudo volta a ser como era antes...