segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

De tudo ficaram três coisas - Fernando Sabino

De tudo ficaram três coisas:
A certeza de que estamos começando,
A certeza de que é preciso continuar e
A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar
Fazer da interrupção um caminho novo,
Fazer da queda um passo de dança,
Do medo uma escola,
Do sonho uma ponte,
Da procura um encontro,
E assim terá valido a pena existir!

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Amo esse poema!
Tô em ritmo de fim de ano já. Não aguento mais provas, trabalhos, responsabilidades...
Quero viajarrr!
E que venha um ano novo cheio de realizações para todos nós! Se algo nos interromper, recomeçaremos com a certeza de que tudo dará certo!
É assim que tem que ser, né não? ;)
Boto fééé! heheheh

Beijoo!

domingo, 28 de novembro de 2010

Discussão atual

Como definiram alguns, o filme Tropa de Elite 2 é realmente um soco no estômago do brasileiro. INDIGNAÇÃO! É esse o sentimento que temos ao ver as cenas desse filme de ficção, no qual a semelhança com a realidade é mera "coincidência".

Putz, estamos cansados de ouvir que o Brasil tem políticos corruptos, que a polícia é violenta, que o sistema é foda! Sim, isso é fato! Mas o filme parece gritar: EI! ACORDE! A MÍDIA TAMBÉM TE MANIPULA! SERÁ MESMO QUE O BANDIDO É O SEU ÚNICO INIMIGO? ALIÁS, VOCÊ CONHECE SEUS VERDADEIROS INIMIGOS? NÃO SEJA INGÊNUO! ENQUANTO VOCÊ APLAUDE A MORTE DOS DITOS MARGINAIS, OS "REPRESENTANTES DO POVO" ESTÃO ENGANANDO VOCÊ, OTÁRIO! É TUDO MUITO BEM PLANEJADO, VOCÊ ADQUIRE A INFORMAÇÃO MANIPULADA E NEM PERCEBE, VOTA FELIZ. PRA PIORAR: SÃO VOCÊS, OS OTÁRIOS, QUE SUSTENTAM TUDO ISSO.

O sistema mata até aquele que se dizia esperto, o líder de ontem vira a vítima de amanhã. Como diria o Capitão Nascimento, no meio dessa história toda, muitos inocentes ainda irão morrer.

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Escrevi isso há mais de um mês. Não cheguei a completar o texto, por isso não tinha postado. Relendo esse trecho me lembrei logo do que está acontecendo no Rio.
Infelizmente ainda tem gente achando que é matando os traficantes que se resolvem os problemas!

Ai ai, viu...

domingo, 7 de novembro de 2010

Apaixone-se (Jonh Lennon)

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.


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Grifos meus... =P
Adoro esse texto!

Beijos!

sábado, 6 de novembro de 2010

Passageiros

Passageiros não tem o controle, sentem que amam quando algo dispara dentro deles. Sonham um dia em se tornarem pilotos, terem o controle da situação... Doce ilusão!
Enquanto o coração estiver batendo, haverá sempre um pulsar descompensado que insistirá em aparecer nos momentos inadequados.

Em contraponto, percebo amores fugazes voando pelos ares.
Me pergunto: quando é passageiro pode ser chamado de amor?
Eis a questão!
Uma coisa é certa: não existem pilotos na paixão.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

(Carlos Drummond de Andrade)

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Chega de poesia!
Deixa eu ir estudar Direito Penal aqui...
Lá quadrilha é apenas um crime previsto no artigo 288 do código penal ou uma qualificadora do crime de extorsão mediante sequestro.

FUI!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No ponto...

O tempo passa... Em pontos de ônibus vejo olhares perdidos, me entristeço por horas desperdiçadas. Horas que não são apenas minhas, mas de tantas outras. Percebo o tempo esvaziando-se em um cotidiano opressor. Poderia estar lá, mas estou aqui. Os carros passam, depois param...

Engarrafamento.

Estendo o braço, entro, sento. Resta apenas uma cadeira. Ouço o silêncio. Percebo gestos... Vejo você. Puxam a corda. Todos descem. Você vai embora, mas olha pra trás. Estava ali o tempo todo, ninguém percebeu. O que será que pensa? Não pude descobrir. Talvez um dia te encontre em algum ponto de ônibus com um olhar perdido à procura do seu.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

É pouco...

Por causa de um simples "Você tem talento, invista nisso!", aquele rapaz franzino, que sempre cobrava muito de si, resolveu largar tudo, fez outro curso de teatro e seguiu na carreira de ator. Por causa de um "Como você está jovem! Fez alguma plástica?", a pessoa que queria constranger, conseguiu alegrar a semana daquela jovem senhora de 50 e poucos anos. Depois daquele "Nunca mais me procure!", o homem maduro nunca mais ouviu falar daquela mulher que tanto lhe quis bem. Quando a moça disse "O sistema caiu, volte mais tarde", o experiente senhor nunca mais voltou, desistiu do sistema e chutou o balde! O menino que ouviu "Você só faz pergunta idiota, fique quieto!" passou a questionar menos...

Um simples abraço pode esquentar o coração. Um sorriso quebra o gelo. Um aperto de mão frio distancia. Um olhar pode confortar. Uma mão pode apoiar. Uma troca de olhares pode despertar... Uma simples mensagem pode diminuir uma solidão.

É uma pena ficarmos inertes quando podemos fazer apenas um pouco. O pouco que alimenta evita a morte, o pouco que conforta evita uma lágrima. O pouco que se une a outros torna-se muito! "É pouco, é quase nada, mas é tudo que eu posso oferecer!". Massa, você tem algo a oferecer! Tá esperando o quê?

domingo, 26 de setembro de 2010

Bolhas

Por que estão todos sempre muito ocupados?
Por que não trocar o velho e confortável pelo desconhecido?
Às vezes parece que algumas pessoas vivem dentro de bolhas. Fecham-se em um circulo familiar e amigável, depois se julgam felizes. E os outros? Será que se sentem infelizes por não possuírem uma bolha, por ninguém inclui-los, ou simplesmente por saber que as bolhas existem?

Estar fora deveria ser motivo de felicidade...

Enquanto isso eu continuo aqui, sobrevivendo nos mesmos lugares de sempre. Mas um dia eu canso de tudo e vou embora também!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Finitude (Martha Medeiros)

O finito se expressa quando dou conta da existência de milhões de pessoas que jamais irei conhecer.

Para muitos, a finitude humana pode ser percebida pelas rugas que se multiplicam a cada ano no espelho, pelo vocabulário que soa inadequado ou pelo simples tique-taque do relógio pendurado na parede da cozinha. A finitude humana pode, ainda, ser detectada pelos filhos que crescem e pelos netos que nascem. A mim, a finitude se apresenta todo santo dia numa parada de ônibus, numa ciclovia, no balcão de um posto de informações. Meu carro passa veloz por uma rua e vejo um homem esperando o transporte que o levará de volta para casa. Um homem qualquer, que eu olho uma única vez e nunca mais tornarei a enxergar. Nunca mais rever é uma pequena morte.

Uma garota passa por mim de bicicleta. Mal tenho tempo de reparar se é morena ou ruiva, se sua mochila é grande ou pequena. Mas foi uma garota percebida por minha retina, que cruzou minha vista e minha vida por breves segundos, e para nunca mais. Assim como o homem que me atende atrás de um balcão, que fala comigo – fala comigo! –, me sorri e tira minha dúvida, e num instante lhe agradeço e viro as costas, e jamais saberei se ele é um profundo conhecedor da obra de Nietzsche ou um rapaz perturbado pela falta da mãe ou ainda um boçal que nas horas vagas depreda orelhões. Ele existe ou não existe para mim? Não existe.

Finitude eu sinto quando me dou conta da existência de milhões de pessoas que eu jamais irei conhecer, com as quais jamais irei conversar e interagir. De todas as que poderiam me ensinar a ser mais tolerante, de todas as que poderiam me fazer rir, de todas as que eu poderia amar ou desprezar, sofrer por elas, esforçar-me por elas, crescer através delas. Finitude eu sinto quando cruzo um olhar que não me ficará nem na memória, pois não há tempo para lembranças efêmeras. Uma vez ensinei uma menina, na beira da praia, a reconhecer as letras do próprio nome, e já não lembro que nome era esse e que menina era aquela. Nem ela de mim sabe nada. Uma cena começa e termina sem continuidade: finitude. Neste instante enxergo um senhor debruçado sobre uma varanda, olhando o movimento. Ele espia a vida dos outros, que nunca mais reverá. Eu olho para esse singelo voyeur, que daqui a instantes também desaparecerá para sempre de minha atenção. No entanto, um ser humano é o que há de mais rico. Uma vida é o que há de mais original. Surgem e nos atropelam tantas vidas, tantas pessoas para sempre inacessíveis, desperdiçadas em seu talento, em seu potencial transformador, em sua capacidade de nos emocionar. A esmagadora maioria delas passa e não fica, são flashes do olhar. Agarremo-nos, pois, às que ficam, permanecem, são reconhecíveis pelo nome e pelo trajeto percorrido em nós. Aproveitemos o material humano de que dispomos: família e amigos e amores. Escassos, raros e profundamente necessários.

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Adoreeei essa crônica!
Vocês já pararam pra pensar nisso? Às vezes me assusto com o fato de que nunca entrarei em certos lugares antes de morrer ou simplesmente nunca mais verei uma pessoa que vi hoje... Por um momento me conforto ao saber que existem pessoas que ficarão pra sempre em meu coração, depois volto a me assustar quando penso que um dia iremos nos separar com a morte ou com os caminhos diferentes que a vida vai tomando. Logo após, fico pensando que iremos nos reencontrar em outra encarnação, então passo a refletir sobre o espiritismo... As pessoas sempre se reencontram depois que morrem? E por que são sempre as mesmas pessoas (se é que são)? Quando há uma separação precipitada entre duas pessoas, a missão de alguma delas não foi cumprida? Perguntas sem respostas sempre estão presentes em mim...

sábado, 18 de setembro de 2010

Sentir-se amado (Martha Medeiros)

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.”

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

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Martha Medeiros tem sido minha grande companhia nessas idas e vindas de ônibus pela cidade. Esse texto aí está no livro dela que terminei de ler hj: "Crônicas do cotidiano". As crônicas de Martha me fizeram atentar para diversas coisas, por isso resolvi compartilhar alguns textos dela com você, que ainda está lendo isso aqui... =P

Beijo!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vida louca

Essa nossa vida é meio louca, vocês não acham? Ou melhor, nós é que somos completamente loucos por conseguirmos viver assim! Insistimos em planejar o futuro que nunca chega. Lutamos contra o tempo e reclamamos quando percebemos que ele passou rápido demais. Vivemos para ganhar dinheiro e conseguir sobreviver, mas, por causa disso, muitas vezes deixamos de viver.

Quase tudo na vida implica em algum gasto, em uma visão bem simplista: ter saúde implica em pagar o médico e comprar remédios; ter uma casa implica em pagar contas e impostos; ter educação implica em pagar o colégio, faculdade, ou ao menos o transporte para se deslocar até esses lugares. Já o que não envolve dinheiro acaba sendo deixado de lado, como vocês sabem. O pai deixa de estar com o filho para colocar comida na mesa. A mãe chega tarde em casa por causa do trabalho e mal sobra tempo para fazer o que realmente gosta.

É claro que o ideal é que todos trabalhem fazendo o que gostam e tenham tempo de sobra para conviver com os entes queridos, mas deixemos a inocência de lado, né? Se você consegue ter essas duas coisas, agradeça bastante, pois é um privilegiado! Muitas pessoas vivem sendo exploradas e no fim são cuspidas por não servirem mais. O tempo é algo tão precioso que se tornou mais raro que o próprio ouro. Putz, e o sistema é tão bem estruturado! Se não fosse maligno, diria que foi Deus que inventou...

Se você não trabalhar, terá tempo para fazer o que gosta, mas se fizer isso morrerá de fome! Pois bem, continue trabalhando o máximo que puder e quem sabe no final você não junta uma graninha e curte uma 3ª idade legal? Agradeça! Tem gente que nem emprego tem... Eu, hein?! Essa vida é mesmo muito louca... E como diria Uziel Bueno, candidato a deputado estadual: o sistema é bruto!

Agora tenho que ir, to com pressa!
Tchau!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Férias chegando!!!

Tudo que é bom acaba, mas tudo que é bom e cansativo tambémm!
=)
Ainda faltam alguns resultados e um trabalho, mas sinto que as coisas já começam a melhorar...

Cinema, teatro, shows, barzinho, academia, cursos, Direito e Arte, planos, leituras interessantes, vida social de voltaaa...huAHUAHUAHUAHU

Férias, aí vou eu! =D

sábado, 7 de agosto de 2010

Fim de semestre

Provas, trabalhos, insegurança, estresse, medo, nervosismo, impaciência, dor de cabeça, dor de garganta, fim de semana estudando, vida social prejudicada, tédio, estudo, estudo, estudo, ESTUDO...

AHHH, EU QUERO FÉRIASSS! ¬¬

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ah, se eu soubesse...

Tem dias que a gente se lamenta e pensa: se eu soubesse que isso ia acontecer, nem teria levantado hoje! Se soubesse que aquela frase ia gerar tanta confusão, não teria pronunciado nem ao menos a primeira palavra! Se soubesse que ia tirar zero na prova, não teria perdido tempo estudando!

Ah, se eu soubesse...
Mas eu quase nunca sei!

Certas coisas são óbvias, e segui-las implica em prudência e respeito, ok? É claro que você não iria ficar ileso ao contar um segredo de alguém. Não adianta amarrar uma toalha no pescoço, você não conseguirá voar! Não tente pular do 6º andar...


Por outro lado, existem reações completamente imprevisíveis que são responsáveis por estragar nosso dia quando algo dá errado. Nesses casos, quem sempre pensa que sabe tem muito mais a perder do que a ganhar. É... Acho que prefiro continuar não sabendo...

Enquanto isso eu fico aqui, sofrendo com algo que deixaria de acontecer se eu soubesse. Mas pelo menos aprendo com o que eu realmente não deveria saber.
Agora eu sei!


FUI!

domingo, 25 de julho de 2010

"Eu quero ficar perto de tudo que acho certo, até o dia em que eu mudar de opinião."
;)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar pior."

[Ana Carolina]


FUI!
(...)
Vou insistindo em não pirar de vez
É o que há de melhor em mim e o que me faz crescer
Não há ninguém no mundo inteiro capaz de dizer
O que eu posso,
o que eu não posso
o que eu devo fazer...

O que há de positivo depois que acabou
Saber o que foi desperdício
O que ficou de bom
Você se foi pelo caminho
Te desejo amor, seja feliz por que daqui pra frente eu (não) sei que vou...

[Aguarráz]

terça-feira, 6 de julho de 2010




A Copa ficou sem o Brasil,e o Brasil ficou sem o Hexa.
Fazer o que, né? 2014 tem de novo!

E agora?!
A bandeira que você colocou no peito vai ficar na gaveta?


As eleições estão aí...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Quando tudo está perdido...

Sempre existe um caminho.
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz..."


[Legião Urbana - Via Láctea]

#

Vamos ser otimistas, né?
É sempre a melhor solução...
Espero que esse caminho seja mesmo o certo.


;)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Invisibilidade

Feio, estranho e sujo
Olhar perdido, deve ser louco!
Ele passou e você viu.
Será que enxergou?

Você pensa se ele tem sonhos?
Se tem desejos e vontades?
Não, você só vê necessidades!

Olha e não enxerga
Vê e não faz nada
Mas a culpa é da invisibilidade.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Frase do dia:

"O sucesso na carreira e os títulos que valorizam os cientistas podem funcionar como venenos que matam a sua ousadia e criatividade. Na realidade, não deveríamos ser doutores, senhores, mas eternos aprendizes." Augusto Cury

quarta-feira, 19 de maio de 2010

É tudo mais difícil. Coisas pequenas viram grandes. Antes você nem percebia, hoje virou super importante. Você passa a saber quem realmente se importa com você. O trabalho, que antes ocupava quase todo seu tempo, agora é acessório inutilizável.

Você percebe a fragilidade do ser humano, e com ela sua fé e esperança. Passa a depender mais dos outros, descobre a solidariedade. Sente muita dor, frio, tédio, redescobre sensações que não gostaria de sentir. A esperança? Ainda continua firme e forte: "Vou melhorar, viu?". Depois você vibra com cada conquista: "Hoje não senti dor."; "Consegui ir ao banheiro sozinha."; "To conseguindo falar direito!"; "Finalmente caminhei ao ar livre...". No "fim", você redescobre a vida!

Hoje você esteve em um hospital, mas depois voltou. Quem está na cama é outra pessoa. Só ela sabe o tamanho da dor! Sua rotina continua a mesma: casa, trabalho, casa, preocupações, reclamações, problemas. Mas olhe só! Você está bem, consegue ir ao banheiro, caminhar, conversar... De que tanto reclama?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Descartabilidade

Roupa - Embalagem
Idade - Prazo de validade
Nome - Marca
Corpo - Rótulo
Aparência - Código de barras.

Todos consomem e são consumidos?
Quem é produto? O que é homem?
O que ou quem consumimos?
Quem ou o que nos consome?

Um dia eu sumo,
Você também some...

sábado, 1 de maio de 2010

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí!"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver!

[Barão Vermelho - Enquanto ela não chegar]
Quem fala, quer algo em troca
Quem escreve, apenas ama
Deseja ser amado, mas não cobra

Quem escreve pode até falar
Mas quem apenas fala, não escreve

Quem fala, tem pressa
Quem escreve, espera.

sábado, 24 de abril de 2010

Impulsividade

"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

Clarice Lispector em "Aprendendo a Viver".

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Isso tem muito a ver comigo... =/

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Até quando?

Chuvas continuam a causar transtornos na manhã desta quinta

Luciana Diniz e Midiã Noelle Santana | Redação CORREIO


Deslizamentos e desabamentos, ruas alagadas, vias congestionadas e muitos transtornos. Este é o cenário de Salvador na manhã desta quinta-feira (15), em decorrência das fortes chuvas que continuam a cair, resultando em protestos e indignação da população.Os moradores de Auto de Coutos bloquearam a pista da avenida Suburbana com paus e pedras.

Segundo o professor Desluc Machado, 42 anos, que estava passando pelo local e conversou com alguns manifestantes, o motivo do protesto seria o risco que as famílias do bairro estão sofrendo com as chuvas. 'Vi as casas e disse para pegarem os seus pertences e saírem logo correndo', alertou.

A situação não está muito diferente para os moradores de uma praça em Vila Canária, bairro Parque São Cristóvão. As pessoas estão ilhadas. A rua ficou completamente alagada e, segundo populares, cerca de 30 famílias estão com as casas tomadas pelas águas.

De acordo com uma das moradoras, Tânia Soares, 43, a situação é de calamidade. “Ninguém pode sair de casa. No Colégio José Augusto Tourinho que tem mais de dois mil alunos, as aulas estão suspensas e já encontraram até jacaré e cobra”, disse.

Em Colinas de Periperi, um poste caiu na manhã de hoje e provocou um princípio de incêndio, em decorrência de um curto circuito provocado pela chuva, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido.

Rios transbordaram
Na BA - 099, que liga Salvador a Estrada do Coco, o rio Joanes, em Lauro de Freitas na Região Metropolitana de Salvador, transbordou. Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) não estão passando carros a partir da Insinuante.

Ontem (14) em Santo Amaro da Purificação, a 72 km de Salvador, o nível do Rio Subaé subiu dois metros e deixou a população da cidade ilhada. Na entrada do município se formaram filas de carros que foram barrados pela cheia do Rio.

Trânsito
A Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) informou que o tráfego de veículos está complicado em diversas vias da capital baiana em decorrência dos alagamentos provocados pelas fortes chuvas. O trecho que está mais congestionado é o da avenida Garibaldi até o viaduto Raul Seixas.

O trânsito também está lento e com intensidade na avenida Paralela, no sentido Centro e na avenida ACM, sentido Rótula do Abacaxi. A avenida Gal Costa, no sentido Sussuarana está interditada parcialmente por conta de um deslizamento de terra ocorrido ontem (14).

[http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=56274&mdl=29]

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A sensação de não ter como voltar pra casa não é nada agradável. Ontem, pela segunda vez, pude presenciar alagamentos à caminho da 2ª portaria de vilas, no caminho próximo à 1º portaria e na Av. Luís Tarquínio (foto). Após enfrentar um longo engarrafamento, deixei o carro no mercado Atacadão Atakarejo e peguei um ônibus que por sua vez teve que modificar seu trajeto para conseguir chegar aos lugares.

Isso tudo, porém, não é nada diante da tristeza de diversas famílias que ficaram desabrigadas após os estragos da chuva. O que dizer da mãe que teve os 2 filhos mortos após o deslizamento na Vila Canária? O que dizer das pessoas que trabalham duro e de um dia pro outro vêem tudo desmoronar? Como será a dor de olhar para trás e não saber como será o dia seguinte? Nem me arrisco a tentar falar sobre isso... Só quem sofre diretamente deve ser capaz de mensurar o tamanho da dor. E a gente fica aqui, esperando que tudo passe logo. A chuva passará, isso é fato, mas infelizmente nem tudo volta a ser como era antes...

terça-feira, 30 de março de 2010

A alegria na tristeza - Martha Medeiros

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

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Adooro Martha Medeiros! Se não souber que presente me dar, pode me dar um livro dela que vou gostar! uhauhauhahua
Como eu sei que meu aniversário ainda tá longe, deixa essa conversa pra lá...

Achei esse texto agora na net, resolvi buscar algo que me confortasse. Mergulhar na introspecção talvez seja melhor do que agir sem pensar, né?
Enquanto isso eu paro para refletir sobre algumas coisas que tem acontecido comigo...

Beijo!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A vida é feita de escolhas?

A vida é feita de escolhas? Será mesmo?
Não escolhi o dia do meu nascimento, nem qual seria a forma do parto. Não escolhi meu nome, a cor dos meus olhos, do meu cabelo, nem da minha pele. Não escolhi meus parentes, nem meu sobrenome. Não escolhi minha religião, minha educação, nem a classe econômica à qual pertenço. Quando eu nasci, já foram me ensinando de que forma eu deveria me comportar. Falar palavrão é feio! É proibido andar pelado na rua! Não pode comer de mão! Dê “bom dia” pra sua tia! Você não pode sair na rua a essa hora! Tá na hora de dormir! Não discuta com sua mãe! É assim porque é, e pronto!

E quando a gente cresce, será que a gente escolhe?
Se você teve a sorte de nascer em uma família favorecida, deverá seguir o seguinte ciclo: nascer, crescer, brincar, estudar, comprar, se formar, trabalhar, comprar, viajar, comprar, casar, comprar, ter filhos, netos, comprar, se aposentar, comprar e morrer. Se nasceu em família pobre, seu ciclo será menor: nascer, crescer, ter filhos, trabalhar, comprar, talvez casar, trabalhar, trabalhar e morrer. Ainda bem que esse ciclo não vale para todos. Tem pobre que estuda e consegue uma vida melhor. Tem rico que não casa, não tem filhos, e é feliz mesmo assim. Tem gente que é rica, mas é pobre. Tem pobre que também é rico. Tem pessoas que desafiam o “destino”.

A sociedade insiste em transformar a vida em uma equação matemática: estudar + trabalhar + casar + ter filhos = ser feliz. E tem gente que pensa que a vida só tem mesmo um caminho. O sistema precisa de homogeneidade, fica mais fácil de dominar e de lucrar! Você não parece com a modelo da revista? Então alise o cabelo, coloque silicone, emagreça, não tenha espinhas, faça as unhas, use salto alto e maquiagem! Caso contrário, seja assim como você é: uma simples mortal fora dos padrões! Mas viva com a auto-estima baixa e torça bastante pra alguém te querer! Se quiser que os outros te respeitem, use roupa formal, tenha sempre uma boa aparência. Chinelo nem pensar! E mantenha as APARÊNCIAS! Compre roupa de marca, siga a moda, jogue fora tudo aquilo que está ultrapassado!

E o que está ultrapassado? Na certa me responderiam: aquele celular do ano passado, aquele vestido que você comprou no último verão, aquele carro modelo antigo de 2 anos atrás, aquela roupa que era de sua mãe, o tênis que você comprou na liquidação! Ultrapassado pra mim é outra coisa: é a mania de viver sempre da mesma forma, é o preconceito, é o medo de não seguir os padrões. Sim, a sociedade dita padrões, nos molda, dita regras de convivência que temos que aceitar. Tudo bem, algumas regras são essenciais para uma vida “comunitária”. Mas NÃO VENHA ME DIZER QUE NÃO POSSO ESCOLHER! Muita coisa eu não escolhi, mas me recuso a continuar assim!