sábado, 3 de novembro de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Fazia de tudo para ver aquela pessoa feliz. Ficava triste quando não conseguia reverter a situação. Escrevia mensagens, cartas, músicas, poemas... Comprava presentes, chocolates... Ficava contando as horas do dia que faltavam para encontrá-la. Passava um bom tempo procurando algo para impressionar, para conquistar cada vez mais quem tanto amava.
Num belo dia, ela mentiu (como era de costume), apaixonou-se perdidamente por outro alguém e foi embora.
Ele pensou e perguntou-se: me dediquei tanto, lutei tanto por esse amor, o que de fato faltava em mim? Como pude ser tão idiota?
O tempo passou, ele aprendeu a olhar para os lados, para a frente e percebeu: faltava mais amor. Faltava o amor principal, aquele chamado de amor-próprio.
domingo, 6 de maio de 2012
Reflexão do fim de domingo: Por mais que você goste da pessoa, um sentimento unilateral nunca será suficiente para sustentar um relacionamento, a verdade é essa. Portanto, sempre que perceber que não gosta o bastante, é preciso deixar de ser covarde e libertar. Sempre que perceber que só você tem o sentimento, também é preciso ter coragem e praticar a arte do “desapego”, infelizmente. Não existe quase nenhum fim sem dor. Mas não existe outro começo sem um fim.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Ah, o coração...
Acho uma pena que falar em coração tenha se tornado uma coisa tão antiga.
Mas o fato é que tornou-se.
Coração dilacerado, coração em pedaços, coração na mão…
Sentimos tudo isso, mas a verbalização soa piegas.
E, no entanto, estamos falando dele, do nosso órgão mais vital, do nosso armazenador de emoções, do mais forte opositor do cérebro, este sim, em fase de grande prestígio.
O que está em alta?
Inteligência, raciocínio, lógica, perspicácia!
Gostamos de pessoas que pensam rápido, que são coerentes, que evoluem, que fazem os outros rirem com suas ironias e comentários espertos.
Toda essa eficiência só corre risco de desandar quando entra em cena o inimigo número 1 do cérebro: o coração.
É o coração que faz com que uma super mulher independente derrame baldes de lágrimas por causa de uma discussão com o namorado.
É o coração que faz com que o empresário que precisa enxugar a folha de pagamento relute em demitir um pai de família.
É o coração que faz com que todos tremam seus queixinhos quando o Faustão põe no ar o quadro arquivo confidencial!
Eu gostaria que o coração fosse reabilitado, que a simples menção dessa palavra não sugerisse sentimentalismo barato, mas para isso é preciso tratá-lo com o mesmo respeito com que tratamos o cérebro, e com a mesma economia.
Se a expressão “beijo no coração” é considerada “over", voltemos a ser simples.
Mandemos beijos e abraços sem determinar onde; quem os receber, tratará de senti-los no local adequado.
Martha Medeiros
Mas o fato é que tornou-se.
Coração dilacerado, coração em pedaços, coração na mão…
Sentimos tudo isso, mas a verbalização soa piegas.
E, no entanto, estamos falando dele, do nosso órgão mais vital, do nosso armazenador de emoções, do mais forte opositor do cérebro, este sim, em fase de grande prestígio.
O que está em alta?
Inteligência, raciocínio, lógica, perspicácia!
Gostamos de pessoas que pensam rápido, que são coerentes, que evoluem, que fazem os outros rirem com suas ironias e comentários espertos.
Toda essa eficiência só corre risco de desandar quando entra em cena o inimigo número 1 do cérebro: o coração.
É o coração que faz com que uma super mulher independente derrame baldes de lágrimas por causa de uma discussão com o namorado.
É o coração que faz com que o empresário que precisa enxugar a folha de pagamento relute em demitir um pai de família.
É o coração que faz com que todos tremam seus queixinhos quando o Faustão põe no ar o quadro arquivo confidencial!
Eu gostaria que o coração fosse reabilitado, que a simples menção dessa palavra não sugerisse sentimentalismo barato, mas para isso é preciso tratá-lo com o mesmo respeito com que tratamos o cérebro, e com a mesma economia.
Se a expressão “beijo no coração” é considerada “over", voltemos a ser simples.
Mandemos beijos e abraços sem determinar onde; quem os receber, tratará de senti-los no local adequado.
Martha Medeiros
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