É tudo mais difícil. Coisas pequenas viram grandes. Antes você nem percebia, hoje virou super importante. Você passa a saber quem realmente se importa com você. O trabalho, que antes ocupava quase todo seu tempo, agora é acessório inutilizável.
Você percebe a fragilidade do ser humano, e com ela sua fé e esperança. Passa a depender mais dos outros, descobre a solidariedade. Sente muita dor, frio, tédio, redescobre sensações que não gostaria de sentir. A esperança? Ainda continua firme e forte: "Vou melhorar, viu?". Depois você vibra com cada conquista: "Hoje não senti dor."; "Consegui ir ao banheiro sozinha."; "To conseguindo falar direito!"; "Finalmente caminhei ao ar livre...". No "fim", você redescobre a vida!
Hoje você esteve em um hospital, mas depois voltou. Quem está na cama é outra pessoa. Só ela sabe o tamanho da dor! Sua rotina continua a mesma: casa, trabalho, casa, preocupações, reclamações, problemas. Mas olhe só! Você está bem, consegue ir ao banheiro, caminhar, conversar... De que tanto reclama?
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