segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No ponto...

O tempo passa... Em pontos de ônibus vejo olhares perdidos, me entristeço por horas desperdiçadas. Horas que não são apenas minhas, mas de tantas outras. Percebo o tempo esvaziando-se em um cotidiano opressor. Poderia estar lá, mas estou aqui. Os carros passam, depois param...

Engarrafamento.

Estendo o braço, entro, sento. Resta apenas uma cadeira. Ouço o silêncio. Percebo gestos... Vejo você. Puxam a corda. Todos descem. Você vai embora, mas olha pra trás. Estava ali o tempo todo, ninguém percebeu. O que será que pensa? Não pude descobrir. Talvez um dia te encontre em algum ponto de ônibus com um olhar perdido à procura do seu.

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